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Curitiba

Melhoria da infraestrutura das 90 feiras de Curitiba é prioridade para o prefeito Rafael Greca, que recebeu nesta segunda-feira (23) representantes dos 395 permissionários da Secretaria Municipal de Abastecimento e Agricultura. “Quero me esforçar para tornar nossa cidade referência em ‘ecologia humana’. Isso será possível com ações que melhorem a qualidade de vida da população, como maior acesso a alimentos saudáveis. As feiras têm um papel fundamental neste processo, que inclui ainda a criação de um cinturão verde de produtores em Curitiba e a proteção das áreas de fundos de vale”, salientou Greca.

No encontro, permissionários das feiras livres, gastronômicas, noturnas e de orgânicos entregaram ao prefeito uma pauta de reivindicações, que inclui melhoria da infraestrutura dos pontos (uma das demandas é a oferta de banheiros para os permissionários) e parceria com instituições de assistência social para destinação de frutas e verduras sem valor comercial. Eles também pedem a regulamentação de estacionamento diferenciado nas imediações de praças, parques e ruas onde ficam as feiras, além de maior divulgação, inclusive com inclusão no roteiro turístico da cidade.

Greca comprometeu-se a responder rapidamente as demandas dos feirantes e prometeu novidades para o segmento. “Quero criar a Feira do Futebol em frente aos estádios do Coritiba, Atlético e Paraná Clube. Assim, os torcedores terão opções gastronômicas antes e depois das partidas”, afirmou o prefeito, que lembrou ter sido o criador das feiras gastronômicas e noturnas da capital.

Ele ainda pretende levar algumas feiras para dentro das Ruas da Cidadania. “Quando chove, fica difícil para o feirante trabalhar e para o consumidor se locomover”, justificou o prefeito, lembrando de que talvez seja necessário adequar as bancas aos espaços cobertos.

Empreendedorismo

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi, anunciou a criação de um programa de empreendedorismo, em parceria com o Sebrae, para que os feirantes tenham um gestão mais profissional e competitiva. “Queremos ajudar nossos feirantes a ter mais oportunidades e opções de renda. Afinal, eles são responsáveis hoje por 1,5 mil empregos diretos e outros 4,5 mil indiretos”, explicou o secretário.

Para mostrar a importância do empreendedorismo para o segmento, o Sebrae entregou a quatro feirantes o Atestado de Conformidade de Boas Práticas de Fabricação de Alimentos do Paraná – um programa de adesão voluntária iniciado em agosto passado e que qualifica os participantes a atuar em todas as etapas do trabalho (produção, transporte, qualidade, transporte e gestão financeira). “Esse atestado é um pré-requisito para que eles recebam até abril um selo de qualidade emitido pelo Tecpar”, explicou Mabel Guimarães, gestora do Agronegócio da Região Leste do Sebrae.  

Visão metropolitana

Guzi lembrou ainda que os feirantes precisam ter um olhar mais amplo sobre a atividade agrícola. Cerca de 100 deles são agricultores familiares (a maioria é da Grande Curitiba). “É necessário ter uma visão metropolitana, que alie educação ambiental, sustentabilidade, produção de alimentos de qualidade e consumo consciente”, reforçou o secretário. “Esta sinergia trará benefícios para todos, pois cada vez mais as pessoas estão morando nos centros urbanos e é preciso ter um olhar da cidade para o campo e do campo para a cidade.”

O secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, reforçou a importância desta visão metropolitana da produção, valorizando a agricultura familiar e de comercialização de alimentos. “As feiras têm um papel fundamental nesse processo”, observou, lembrando que ele mesmo frequenta as feiras da Rua Alberto Bolliger e do Museu do Expedicionário. Ortigara alertou ainda para a necessidade de “limpar a agricultura” da região de Curitiba, em referência à possibilidade de contaminação da água dos aquíferos da região. “É um trabalho conjunto, que envolve o poder público, produtores e consumidores”, completou.

Compromisso

Convidado para entregar a pauta de reivindicações em nome dos comerciantes das feiras livres, noturnas e gastronômicas, Sérgio Koga atua há 40 anos nos pontos de pescado dos bairros do Rebouças, Alto da Glória, São Francisco, Ahú e Água Verde. Para ele, o encontro mostrou a disposição da Prefeitura em melhorar as feiras de Curitiba. “Antes da eleição, o Greca disse que iria nos ajudar e agora ele está nos ouvindo. Precisamos mesmo de melhor estrutura e mais divulgação”, avaliou.

Produtora de laticínios, geleias e verduras, Maria Salete Escher representou os comerciantes das feiras orgânicos na hora da entrega das reivindicações ao prefeito. “Temos algumas necessidades, como melhoria da estrutura para trabalharmos. Não temos banheiro, por exemplo, e é preciso melhorar a sinalização dos locais”, enumerou a agricultora familiar, que vende produtos nas feiras de orgânicos do Passeio Público, Museu do Expedicionário, Jardim Botânico e Ahú.

Pierogui do Miro

Miroslaw Borek, que comanda a tradicional banca Pierogui do Miro nas feiras gastronômicas e foi um dos comerciantes que receberam o Atestado de Conformidade do Sebrae, comemorou o primeiro encontro do segmento com Greca e o anúncio da criação do programa de empreendedorismo. “Comercializo uma tonelada de pierogui por mês e participar do programa do Sebrae foi muito importante para me profissionalizar ainda mais. Espero que outros feirantes entrem no programa que será feito em parceria com a Prefeitura”, disse Borek, que há 28 anos vende comida polonesa nas feiras da capital.  

Ana Carla Quadros, que tem banca de pastéis nas feiras livres do Seminário, Carmo e Uberaba e também recebeu o Atestado de Conformidade do Sebrae, gostou da iniciativa da Prefeitura de receber as reivindicações e de anunciar o programa de empreendedorismo. “O programa de empreendedorismo será muito importante. Eu espero conquistar novos clientes com este atestado do Sebrae e, depois, a certificação. Além das feiras, queremos fornecer para supermercados e outros possíveis parceiros”, finalizou Ana.

Também participaram do encontro o vereador Bruno Pessuti, o gerente do Sebrae Regional Leste, José Ricardo Castelo Campos, e o representante da Cooperativa Agrícola de Colombo (Cooacol), Leandro Cavassin.  

 

Após cruzarem os braços, desde a madrugada desta segunda-feira (23), por causa do atraso no pagamento do vale salarial, os funcionários da empresa CCD voltaram a trabalhar por volta das 8h30. Com isso, as 34 linhas que estavam paralisadas volta a circular ainda na manhã de hoje, segundo informações do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc).

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), com a confirmação do pagamento do vale, que deveria ter sido pago na última sexta-feira (20), os motoristas e cobradores realizaram uma assembleia e decidiram voltar a trabalhar.

Na mesma reunião eles aprovaram o indicativo de greve para o próximo mês, caso a CCD não efetue o pagamento do salário até o quinto dia útil (7) de fevereiro.

A empresa Tamandaré Filial ainda não pagou o vale de janeiro, mas os funcionários decidiram trabalhar dando voto de confiança na promessa da empresa de efetuar pagamento ainda nesta segunda-feira. Segundo o Sindimoc, se o valor não cair na conta dos trabalhadores até o fim do dia eles devem prara as atividades nesta terça-feira (24).

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